terça-feira, 28 de junho de 2016

O PERIGO QUE RONDA OS BACABALENSES; QUEM É O FORASTEIRO ROBERTO COSTA, QUEM SÃO SEUS FAMILIARES?


Nesta pré-campanha a prefeito de Bacabal muito se tem ouvido falar em Roberto Costa, e não poderia ser diferente. O deputado estadual é o único que teve o privilégio de há quase dois anos começar a propagar seu nome e prestar favores já visando o pleito municipal. Essa largada na frente, lógico, lhe rendeu vantagens sobre seus demais concorrentes que, até o momento, nem foram todos definidos. 


Nessa campanha eleitoral antecipada o parlamentar comete os mais variados excessos, o maior deles é o uso desenfreado de uma concessão pública para se autopromover, situação que, inclusive, já foi denunciada há algum tempo pelo jornalista Abel Carvalho: “Aqui em Bacabal o senador João Alberto e o deputado estadual Roberto Costa usam à revel a TV Difusora, emissora que tem como concessionários os integrantes da família do senador Edson Lobão, para promoção pessoal e política. O deputado Roberto Costa simulou uma parceria com a concessão pública federal para promover o seu nome de maneira subliminar com o objetivo de sufragar votos nas próximas eleições”, escreveu o jornalista.

A campanha antecipada de Roberto Costa, além de tudo, tem tido custo financeiro elevadíssimo que, obviamente, será devidamente ressarcido pelos cofres públicos do município com juros e correções monetárias.

Deve ser por esse motivo que Roberto é considerado como o dick vigarista; Vigarista é um personagem fictício e vilão que surgiu em várias séries de desenhos animados, conhecido por ser o vilão da história, sempre tentando ganhar a corrida maluca com trapaças. Inúmeras vezes Dick Vigarista, liderando a corrida após realizar suas trapaças, acabava com seu carro parado a poucos centímetros da linha final, e logo após todos o ultrapassavam, deixando-o em último.

Até para que sirva como alerta, é preciso esclarecer alguns pontos que, talvez, a população sedenta por mudanças, nem perceba.

Numa eventual vitória de Roberto Costa, quem mais perderá, certamente, serão os próprios bacabalenses que verão estreitar, ainda mais, o campo de oportunidades de emprego, pois é certo - como dois e dois são quatro -, que o quadro de servidores contratados da Prefeitura de Bacabal será preenchido em sua grande maioria por pessoas de São Luís, como assessores e correligionários do deputado que, a partir de janeiro de 2017, não teriam mais seus empregos e vencimentos via gabinete da Assembleia Legislativa.

Obviamente que neste pacote de prejuízos também estão inseridos profissionais de áreas importantes como Administração, Finanças, Comunicação, Educação, Saúde e Infraestrutura. Pelo menos para a titularidade dessas pastas já é sabido que os nomes foram previamente escolhidos e, digo, não tem nenhum bacabalense na relação. São técnicos e cabos eleitorais, inclusive do deputado federal João Marcelo (PMDB), filho do senador João Alberto, que nas eleições de 2018 concorrerá à reeleição.

O egocentrismo de Roberto Costa é tamanho que ele se dar ao desplante de, sequer, cogitar como seu candidato a vice alguém que tenha raízes mais fortes com o município, todo e qualquer nome que compõe as classes política e empresarial bacabalense é descartado, exceto os que agem sob suas ordens e têm seu domínio absoluto, como é caso dos vereadores Serafim Reis, Melquiades Neto e Natália Duda, além do coronel Egídio Amaral, todos do PMDB.

Outra dissonância nesse amor repentino de Roberto Costa por Bacabal é a falta de laços entre o povo dessa terra e sua família. Não há praticamente, entre os quase ou mais de 100 habitantes de Bacabal, quem conheça ou já trocou uma palavra com um membro da família Costa, em São Luís é quase da mesma forma. É alguém de histórico de vida absolutamente desconhecido, tudo que se sabe sobre Roberto Costa é que ele é cria de João Alberto, moldado desde menino para ser um soldado que nunca diz não. Aliança que, aliás, nunca rendeu muitos dividendos para Bacabal.

Até dezembro de 2014 quando Roseana Sarney completou seu quarto mandato, isso mesmo, quarto mandato, a Princesa do Mearim foi tratada com total desprezo. Dos vários hospitais muito bem equipados que foram inaugurados, nenhum foi em Bacabal, apesar da enorme influência da dupla no governo. Esse “quanto pior melhor” continua em prática e, enquanto Bacabal ainda padece sem saúde, os dois apenas apontam o dedo para erros, sem ao menos estender a mão de alguma forma para ajudar.

Se fosse contar aqui quantos fatores de risco há em eleger Roberto Costa, passaria dias a fio. Então, esse alerta em forma de desabafo tem a finalidade de contribuir para que Bacabal não caia nessa arapuca.

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